Pr. Joaquim Neto

Pr. Joaquim Neto

Sede Estadual – CE   [email protected]  

Pr. Regino Barros

Pr. Regino Barros

Sede Estadual – PB [email protected]

Pr. David Scarinci

Pr. David Scarinci

Sede Estadual – PA   [email protected]

Pr. Luciano Alves

Pr. Luciano Alves

Sede Estadual – AM [email protected]

Pr. Danyel Pagliarin

Pr. Danyel Pagliarin

Sede Estadual – PR [email protected]

Pr. Wadson Medeiros

Pr. Wadson Medeiros

Sede Estadual – RS [email protected]

Pr. Alexandre Teodoro

Pr. Alexandre Teodoro

Sede Estadual – RJ [email protected]

Pr. Márcio Candido

Pr. Márcio Candido

Sede Estadual – PE [email protected]

Pr. Weslley Santos

Pr. Weslley Santos

Sede Estadual – AL [email protected]

Pr. Márcio Silva

Pr. Márcio Silva

Sede Distrital – DF   [email protected]

Pr. Carlos Pinheiro

Pr. Carlos Pinheiro

Sede Estadual – MA [email protected]

Pr. Sandro Pinheiro

Pr. Sandro Pinheiro

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Pr. Fábio Henrique

Pr. Fábio Henrique

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Pr. Neilton Rocha

Pr. Neilton Rocha

Sede Nacional – SP   [email protected]  

Pr. Jean Vilela

Pr. Jean Vilela

Sede Estadual – MG [email protected]

Pr. Delson Campos

Pr. Delson Campos

Sede Estadual – BA   [email protected]

Pr. Marcelo Torres

Pr. Marcelo Torres

Sede Estadual - SE [email protected]

Pr. Ademir Pereira

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Crise hídrica: Brasil já tem rodízio de água no interior de São Paulo e multa por desperdício em Minas

RIO — Em três décadas, Maria Rosa Arezi produziu todo tipo de orgânico em sua propriedade em Cascavel, no Paraná. Porém, a água secou. O lago do terreno, que já teve quase 80 mil metros cúbicos cheios, sumiu após quase dois anos de chuva abaixo da média no estado. Para garantir o próprio sustento, a família teve de vender os equipamentos de irrigação.

— Ficamos com medo de ficar sem água para a casa e paramos a produção — conta.

Áreas rurais e urbanas do território nacional já sofrem com torneiras secas por conta da crise hídrica, que também deixa o país em risco de um apagão elétrico. E a seca prolongada já impacta o dia a dia de muitas famílias Brasil afora, que mudam de hábitos e até de meios de produção e renda.

A região mais atingida é a Bacia do Paraná, que abastece Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e o Distrito Federal. E de acordo com relatório do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão de chuvas para a primavera não é animadora.

Segundo o Prognóstico Climático da Primavera 2021, a região Sul tem maior probabilidade de continuar com chuvas abaixo da média histórica no período, quando deveria começar a estação chuvosa para recuperar os reservatórios.

No bairro Uberaba, em Curitiba, Letícia Andrade e seus vizinhos estocam água.

— Não é raro a gente ficar três dias sem água. Todo mundo tem galões para guardar um pouco para os dias secos — diz.

Pedro Augusto Breda Fontão, professor do Departamento de Geografia do Setor de Ciências da Terra e coordenador do Laboratório de Climatologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), diz que a causa é o fenômeno La Niña, que já afetou o Sul em 2020:

— Ele deixa as águas do oceano mais frias, e isso causa chuva mal distribuída, com volumes abaixo do esperado. Consequentemente, não serão recuperados os níveis dos reservatórios já em estado crítico.

A região metropolitana de Curitiba já vive um intenso rodízio no abastecimento de água à população. Ele é suspenso por 36 horas e, depois, liberado pelo mesmo período.

— Se um reservatório grande secar e precisar desligar algumas captações, será um colapso. É isso que o rodízio tenta evitar — afirma Cláudio Marchand Krüger, professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da UFPR.

Ainda segundo o relatório do Inmet, desde janeiro de 2019 o Paraná teve 23 dos 32 meses até agosto de chuvas abaixo da média, e a previsão é que até fevereiro de 2022 não choverá acima dela — caracterizando uma das três maiores secas desde o início das medições, no início do século XX.

— Desde 1999, há alertas de que a população da região metropolitana de Curitiba ia crescer, o que aumentaria a demanda de novos mananciais e reservatórios — diz Fontão.

Outros estados da Bacia do Paraná sofrem com a estiagem. O Mato Grosso do Sul, segundo o Inmet, está na mesma situação que o Paraná. São Paulo já adota rodízios em algumas cidades. Em Bauru, são 24 horas de abastecimento e 48 sem água. Em Valinhos, a lanchonete na qual André Luís Pires trabalha só continua aberta porque os donos passaram a comprar água. Apesar do rodízio de 24 por 24 horas, na semana passada o comércio ficou de segunda a sexta-feira sem abastecimento:

— São R$ 600 só com galão de água. O que dá a gente reutiliza. Com a água que lavamos a louça, limpamos o chão.

Bugre, em MG, no Vale do Rio Doce, começou a interromper a oferta após o posto de água que abastece a cidade quase secar. Uberaba definiu multa de R$ 293,47 para quem desperdiçar.

— A água não cai das 7h às 17h. Passo a madrugada inteira fazendo as coisas, limpando a cozinha — diz Dhara Kelly, dona de uma lanchonete.

Em Goiás, alguns bairros de Goiânia e Aparecida de Goiânia devem entrar em sistemas de rodízio nos próximos dias. No Rio, abastecido pela Bacia do Paraíba do Sul, o principal reservatório (Paraibuna) tem apenas 21% do volume útil. Em 2015, na última grande crise hídrica do estado, esse índice chegou a -1,64.

— Vamos depender das chuvas, especialmente no verão, e teremos de poupar em 2022 — diz Paulo Canedo, professor de Recursos Hídricos da Coppe/UFRJ.

Fonte: O Globo


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