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Os constantes avanços tecnológicos e científicos
mudaram radicalmente a forma do homem viver e se relacionar.
Ouvi
de um amigo, enquanto conversávamos sobre todos esses
avanços, que, se alguém que viveu há
cem anos atrás pudesse voltar a viver em nossos dias,
acharia que a terra foi invadida por alienígenas.
Doenças
que, em outras épocas, eram fatais ao organismo humano,
hoje, com tantas vacinas e remédios a disposição,
são facilmente superadas. Equipamentos de diagnósticos
precisos, laboratórios modernos, exames, cirurgias,
transplantes e outras novidades revolucionaram a forma de
tratar a saúde.
Da
mesma forma, as comunicações viram todas as
barreiras ruírem. Satélites, antenas, internet,
telefonia móvel e tantas outras inovações
diminuíram a distância entre as pessoas e tornaram
possível a comunicação instantânea
com qualquer parte do mundo.
Os veículos de comunicação (como o radio
e a televisão) se modernizaram e passaram a fazer,
cada vez mais, parte do cotidiano das famílias.
Sem dúvida, vivemos em um “outro mundo”.
É
interessante analisar a forma como a Igreja passou a se relacionar
com este “mundo novo”.
No
que diz respeito ao progresso médico, muitos lugares
do mundo ainda encontram dificuldades para encontrá-lo.
A África e a Índia são exemplos disso.
Dentro deste problema, a Igreja encontrou espaço para
agir.
Por
muito tempo, missionários entravam em países
onde o fanatismo religioso impera levando auxílio médico
ao povo. Dessa forma, furavam o bloqueio dos fanáticos
e faziam valer literalmente as Palavras de Cristo: “Não
são os sãos que precisam de médicos,
mas os doentes”. Sofredores africanos e indianos
encontraram naqueles hospitais cristãos alívio
e cura para os seus corpos e almas. Grandes complexos hospitalares
foram erguidos, muitos dos quais permanecem até hoje.
No
entanto, atualmente o que se vê em muitos desses hospitais
é a preocupação com o padrão médico
superando a preocupação com as almas.
E
nas comunicações? Grandes evangelistas passaram
a utilizar a televisão e o rádio para pregar
o Evangelho, levando milhões de vidas aos pés
de Cristo. Muitos ministérios passaram a possuir sua
próprias redes de TV e rádio. Porém,
é triste perceber que, em alguns casos, o interesse
pela audiência é maior que o amor pelas almas.
É
necessário que nós, pessoas comprometidas com
o Evangelho, mantenhamos viva a Sua essência. Em cada
ministério, em cada reunião para decidir os
rumos a serem tomados, em cada palavra dita, a cada toque
no teclado do computador, ao manusear um equipamento, em cada
produção, em cada atitude tomada. É preciso
manter pura a intenção final de salvar. Afinal,
por mais doenças que possamos curar, nenhum procedimento
médico impedirá o corpo físico de morrer
finalmente. Só a Mensagem da Cruz pode dar a vida eterna
à alma arrependida. E, por mais longe que nossa voz
possa chegar, o importante é que a voz de Deus seja
ouvida nos corações de toda a humanidade.
Que
não corramos o risco de pararmos, qualquer dia desses,
em meio à tantas tarefas e pensarmos: “Para que
tudo isso?”.
Adans
Jefferson - Diretor de Comunicação Paz e Vida
(Colunista)
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