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Igreja é lacrada e
culto acontece na calçada

Segunda, 10 de novembro de 2008.

Desde o início do cristianismo, depois da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, a Igreja vem sendo perseguida.

Muita coisa mudou desde então, tornando-se o Brasil um país laico, onde o Estado não pode interferir na Igreja e vice-versa. Mas o que se vê em pleno século XXI, em um período que os historiadores chamam de pós-modernidade não reflete bem a realidade teórica, uma Igreja em Cachoeiro, no Espírito Santo, foi lacrada, na última quinta-feira, por fiscais, cumprindo determinação da prefeitura.

Segundo o pastor da igreja, José Aparecido Alves, não houve motivo real para a atitude da municipalidade.“Tínhamos que cumprir algumas exigências, mas estávamos dentro do prazo. A própria prefeitura emitiu um documento, onde dizia que até dia 31 de dezembro deste ano estaríamos livres para funcionar”, contou o pastor.

O pastor acredita, no entanto, que houve pressão para o fechamento da igreja. “Acredito que uma pessoa possa ter influenciado na decisão da prefeitura. Existem vizinhos que não compartilham da mesma fé que a nossa e muitas vezes tentam atrapalhar as nossas reuniões”, explicou o pastor.

A igreja foi fechada por fiscais da prefeitura, quando o pastor ainda estava dentro do templo. “Eu estava vendo algumas questões burocráticas quando chegaram os ficais avisando que iriam fechar, já que no dia anterior (quarta-feira) eles haviam pedido que eu mesmo fechasse. Eu ainda resisti e eles chegaram a chamar a polícia, mas não foi necessária a força policial, porque logo em seguida deixei que finalizassem seu trabalho”, narrou o pastor.

“Me senti ferido. O que mais aprecio é pregar o evangelho. O sentimento é que me esvaziaram, tiraram alguma coisa de mim. Logo depois que os ficais foram embora, eu sentei, orei e confesso, não pude conter as lágrimas”, lamenta.

 

Fonte: Folha do Espírito Santo

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